Visita Cultural a Malta

Tudo começou no dia 30 de maio com um grupo de 24 pessoas, bem dispostas e animadas, que iniciaram mais uma visita cultural, desta vez a Malta.

Malta é sem dúvida um destino inspirador, cheio de história e por onde passaram civilizações que marcaram presença no mundo. Esta mistura de etnias e riqueza cultural, aliadas às belezas naturais, fazem deste país “um paraíso no Mediterrâneo”.

Começámos a nossa visita por Mdina, a “cidade do silêncio” e antiga capital da ilha. Situada no centro da ilha e construída no topo de um planalto, das suas muralhas pudemos admirar umas vistas fabulosas, que se estendem até ao mar. Aí visitámos a catedral de S. Paulo, edifício barroco do séc. XVI.

Seguimos para Rabat, para visita à Gruta de S. Paulo onde o apóstolo terá vivido quando naufragou na ilha de Malta e o Museu Wignacourt. Local ligado desde o início aos Cavaleiros de S. João ou Ordem de Malta e onde pudemos apreciar os retratos de três dos mais notáveis Grão Mestres da Ordem, Manuel Pinto da Fonseca, Manoel de Vilhena e Mendes de Vasconcelos. Depois, passeio pela capital, Valetta, obra prima do Barroco e capital Europeia da Cultura 2018. Tivemos a oportunidade de conhecer os locais de maior interesse histórico e monumental. De destacar a catedral de S. João, monumento de beleza única, decorada no interior a ouro e onde vimos obras de Caravaggio. Do Upper Barraca Gardens desfrutámos de uma vista deslumbrante sobre o porto.

Na manhã seguinte seguimos de ferry para a Ilha do Gozo, mítica ilha da ninfa Calipso e chegámos à bela baía de Dwejra, que inclui a Rocha de Fungus. Vimos o Tieqa, incrível arco formado pela erosão. Seguiu-se uma volta pela cidadela e pelo fantástico monumento pré histórico de Ggantija.

No 4º dia o destino foi a parte sul da ilha, Marsascala e Marsaxloff, deslumbrantes vilas piscatórias. As casas e os barcos coloridos são verdadeiros postais ilustrados. Passeámos de barco pela belíssima Gruta Azul onde, por vezes, o céu se confunde com o mar. Depois de almoço em restaurante local, visitámos a Gruta de Ghar Dalam, o testemunho mais antigo de vida humana e animal em Malta, datada de cerca de 5200 a 4500 a.c.

A parte final da viagem foi de passeio pelas “Três Cidades”: Senglea, Cospicua e Vitttoriosa. Consideradas como o berço da história maltesa e onde se estabeleceram inicialmente os Cavaleiros de S. João. Percorremos a pé as ruas estreitas, plenas de monumentos e igrejas históricas.

Numa breve apreciação da viagem, dizemos que valeu a pena, foi bem conseguida, com algumas peripécias que a apimentaram. O hotel foi muito bom e sempre fomos servidos de boa comida, o que fomentou a nossa boa disposição.

Na chegada a Vila Nova de Gaia despedimo-nos com saudades e votos de um novo encontro.

 

2018-06-03

Salvador Almeida